Dia do Arquiteto: conheça 25 livros escritos por Niemeyer, aniversariante que motivou a data

Neste sábado, é comemorado o Dia do Arquiteto no Brasil, data escolhida por causa do nascimento de um dos principais ícones do ofício no país: Oscar Niemayer. Nascido em 15 de dezembro 1907, no Rio de Janeiro, ele participou de projetos grandiosos como o conjunto da Pampulha e a criação de Brasília, que fizeram com que se tornasse símbolo da arquitetura moderna brasileira. Morreu em 5 de dezembro de 2012, aos 104 anos, deixando um extenso legado de obras arquitetônicas, desenhos, gravuras, esculturas, mobiliários e livros.

Para comemorar a data, conheça 25 livros escritos pelo arquiteto:

1 – Minha experiência em Brasília (1961): Este livro se tornou uma referência histórica na bibliografia brasileira. O texto e as imagens contam o nascimento de Brasília, relatando a luta para ergue-la e o entusiasmo, espírito de humanismo e patriotismo que animaram Niemeyer e todos os que se empenharam para construir em três anos uma nova capital para o Brasil.



2 – Quase memórias: viagens (1968): Assim como o título, o livro aborda as memórias do arquiteto sobre viagens que realizou entre  1961 e 1966, incluindo relatos pessoais de momentos de entusiasmo e revolta.



3 – A forma na arquitetura (1980): O livro é um relato sobre a busca de Niemeyer por uma forma que fosse exclusivamente dele. Este pequeno livro é um passeio pela ousadia dessa arquitetura que de tão atraente e inovadora saiu do Brasil e ganhou o mundo. Sem dúvida, um rico documento para entender a forma do arquiteto.


4 – Rio: de Província a Metrópole (1980):
O texto é uma carta de Niemeyer em que ele relembra como era a cidade do Rio de Janeiro em sua época de criança e juventude, mas o foco está em imaginar projetos arquitetônicos com intenção de melhorar a vida na cidade.



5 – Como se faz arquitetura (1986): Livro de artigos do arquiteto publicados em revistas com lições de arquitetura e segredos da arte de projetar.

6 – Parque do Tietê – Plano de Reurbanização da Margem do Rio Tietê (1986): Como o nome informa, o livro fala sobre o plano  re reurbanização às margens do Rio Tietê, em São Paulo, que possui mais de mil quilômetros de extensão.

7 – Conversa de arquiteto (1993): O livro reúne textos que abordam a essência da Arquitetura e discute o ensino da disciplina, sugerindo uma reformulação.

8 – As curvas do tempo – Memórias (1998): Niemeyer faz uma seleta de textos de caráter afetivo, quando um dos temas é a família, a arquitetura e as artes que a integram. Fala de livros e sobre os autores que sente prazer em ler.

9 – Diálogo Pré-socrático (1998): Obra rara do arquiteto, com poucas unidades disponíveis para venda no país.

10 – Diante do Nada (1999): O romance, passado na época de mais feroz repressão da ditadura militar, narra a história de um professor universitário e sua namorada que se envolvem num episódio de luta política, depois de se refugiarem numa pequena vila à beira-mar e juntarem-se a um grupo de pescadores e gente simples que ali morava. Na obra se mesclam lances de novela policial, crônica dos tempos e lirismo. Através da trama, Niemeyer leva o leitor a reflexões sobre problemas essenciais do ser humano. Após a publicação de seu livro de memórias, As curvas do tempo, Oscar Niemeyer volta seu gênio criativo para a ficção literária, onde seu amadurecimento como escritor encontra seu maior momento.

11 – Meu sósia e eu (1999): Com ilustrações a duas e quatro cores, mostra a obra do extraordinário arquiteto, em todas as sua dimensões: a arquitetura, a escultura, o urbanismo, o desenho, e, também, o lado escritor, com textos de suas memórias e de observação do cotidiano. O próprio livro é uma obra de arte.

12 – Minha arquitetura (2000):  O livro, ilustrado com desenhos inéditos, fala sobre obra e vida do arquiteto, levando em conta os aspectos ideológicos de seus pensamento político e arquitetônico.

13 – Museu de Arte Contemporânea de Niterói (2000): A obra traz desenhos e plantas de Niemeyer, além de fotos internas e externas do Museu. 

14 – Conversa de amigos – Correspondência entre Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind, com José Carlos Sussekind (2002): José Carlos Sussekind foi há décadas o engenheiro calculista preferido de Oscar Niemeyer. Mas, além de engenheiro, Sussekind é homem de espírito, que cultiva bons livros e boas idéias. Seu campo de interesses se estende pela história, pela política, pela filosofia.

15 – E agora? (2003): Esta breve novela de Oscar Niemeyer é a palavra contida e justa de quem é do jeito que ele é. Breve e conciso, este livro tem a sonoridade e a permanência de um concerto de câmara. Sem os estrondos das sinfonias, mas com a exatidão que se impregna no leitor.

16 – Minha arquitetura 1937-2004 (2004): É um livro que apresenta o conjunto de obras e concepções de Oscar Niemeyer. À época com seus 96 anos de vida e 67 de profissão, o grande arquiteto brasileiro examina e mostra sua obra, desde o conjunto da Pampulha até o Museu de Arte de Curitiba (foto da capa), passando pelos palácios de Brasília, pela sede Mondadori em Milão, a sede do Partido Comunista em Paris, pelo MAC de Niterói e outros grandes projetos que marcaram sua presença no Brasil e no exterior. De maneira despojada e simples, Niemeyer escreve sobre seu método de trabalho na elaboração de projetos, suas experiências e trajetória. Contando casos e situações vividas ao longo de seus 96 anos, ele revela ao leitor não somente sua obra, mas também como ela se diferencia, como se relaciona com a obra de outros grandes mestres, como cruzou o mundo, além de expor seus conceitos sobre o que é arquitetura e sobre seus ideais humanitários. Com testemunhos de personalidades como Chico Buarque, Celso Furtado, Eduardo Galeano, Eric Hobsbawm, José Saramago entre outros, o livro é fartamente documentado com fotos das obras e desenhos do arquiteto.

17 – ? (2004): Este livro reúne pequenos textos nos quais o arquiteto se interroga e compartilha com o leitor reflexões sobre uma variedade de temas que o inquietam, como a solidão, a fragilidade do ser humano, a memória dos tempos idos, as premências de dinheiro, a família, as mulheres, os amigos, a política, a desigualdade social, a pobreza, a esperança, a revolução e a arquitetura.

18 – Casas onde Morei (2005): A proposta do livro é contar os detalhes arquitetônicos e sentimentais de cada casa em que Oscar Niemeyer viveu com sua família. São lembranças da casa das Laranjeiras, onde passou a infância, da casa de avenida no Leblon, assim como projetos da casa das Canoas, sua obra mais conhecida e comentada. Vemos em cada casa a marca das curvas e a liberdade dos ambientes.

19 – Minha Arquitetura 1937-2005 (2005): De maneira despojada e simples, Niemeyer escreve sobre seu método de trabalho na elaboração de projetos, suas experiências e trajetória.



20 – Sem rodeios (2006): 
Com a mesma habilidade para criar projetos e croquis, Niemeyer escreve um conto que tem, como pano de fundo, a conversa de três amigos. Versando sobre assuntos cotidianos, livros, mulheres e principalmente política, o que inclui o tema da reeleição de Lula. Em um tom coloquial, os três personagens induzem o leitor a refletir sobre os fatos do mundo e como a humanidade reage a tudo à sua volta. O livro é um depoimento de quem ainda acredita no ser humano e sonha com um mundo mais justo, sem fome e guerra. Antenados com todos os acontecimentos, seus personagens discutem fatos como os tsunamis, a política no Brasil, Bush, Código da Vinci, além de uma série de referências a personalidades brasileiras. Sem ofensas ou moralismos.

21 – O Ser e a Vida (2007): Oscar Niemeyer reflete acerca da importância da literatura na formação humana e na construção de um país mais justo. O arquiteto nos fala um pouco de como a leitura foi relevante em sua vida pessoal e profissional, uma vez que proporciona um alargamento de horizontes. Esta obra é bilíngue (português-espanhol) e traz uma carta especialmente enviada por Fidel Castro.

22 – Universidade de Constantine (2007): Mais conhecido por suas obras no Brasil, Oscar Niemeyer também gravou seu nome em dezenas de grandes projetos no exterior, para onde levou suas formas leves e marcantes. Um deles é o da Universidade de Constantine, a que é dedicado este livro-álbum. O arquiteto descreve a idealização da obra, o projeto e a construção, e demonstra seu envolvimento efetivo e político com suas obras.

23 – Crônicas (2008): Primeiro livro de crônicas de Oscar Niemeyer contém uma seleção de textos publicados na Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, Correio Braziliense e outros veículos da imprensa durante os últimos anos. Os textos refletem a opinião do arquiteto a respeito da política, do Rio de Janeiro antigo, dos amigos e das suas experiências de vida.

24 – Oscar Niemeyer 1999-2009 (2009): Este livro reúne os principais trabalhos de Oscar Niemeyer durante esta última década, a mais prolífica de sua extensa carreira. O arquiteto discorre sobre seus projetos espalhados pela América Latina, Europa, Ásia e África, em uma edição ricamente ilustrada.

25 – 100 Anos de um Gênio Brasileiro – Brasília 50 anos (2009): Obra sobre o século de vida do arquiteto e o meio século de vida da atual capital brasileira, que ele ajudou a projetar.

Foto: Instituto Niemeyer, Divulgação

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