Design de superfície em cinco partes

Mari Pessini na Casa Rima

A Casa Rima se mudou para a Zona Norte, movimento que muitas empresas têm feito em Porto Alegre, e casou produção e loja. Em uma caixa retangular de 350 metros quadrados dispôs o playground para quem curte estampas: a sequência de loja, sala de expedição, a sala de impressão ao lado e atrás o salão da estamparia e estoque. Mais ao fundo, serviço e tal. Resultado: aumentou a agilidade de produção de mostras, reduziu prazo de entrega e o melhor, com a redução de custos, baixaram os preços finais dos tecidos estampados tanto para o consumidor final quanto para os lojistas.

Casa-Rima
(Fotos Studio Prestes)

Mari Pessini, a que está espiando atrás do tecido (foto ao alto), se ressentia da fama de careira e se esforça para mudar isso. Vale ressaltar que a empresária investiu em máquinas novas, o que a credencia a imprimir cores expressivas, com um preto escandalosamente preto, com um contraste incrível, e sobre vários tecidos de tramas e preços diversos. A gente brincou de imprimir para eu comprovar, tipo São Tomé.

Se na loja anterior o projeto era de Claudio Resmini, nesta o jeito foi aproveitar as criações do arquiteto para o espaço anterior, com toques de preto e madeira clara como a proposta original:

– Reaproveitamos muito do projeto do Resmini que foi feito para a outra loja, como móveis e telas metálicas que rebaixam a iluminação e sustentam as bolachas de tecidos – diz Mari, ao explicar que tudo foi feito da forma mais funcional e rápida, porque o prazo para a mudança era curto, para receber as máquinas novas de impressão.

Casa Rima com obras de Patrick Rigon e Gee Vieira
Casa Rima com obras de Patrick Rigon (penas) e Gee Vieira (na base, o mesmo tecido que Mari está segurando ao alto)

Pela segunda vez, a Mari Pessini me proporciona uma descoberta estética. A primeira, foi há anos, quando vi um tecido estampado com penas. Fiquei impressionada. Era Patrick Rigon! Que descoberta. Liguei para ele, fiz matéria, falamos várias vezes, nos desencontramos pessoalmente muitas outras. Em uma delas, eu cheguei na Villa Sergio Bertti e encontrei a tinta ainda fresquinha de uma obra dele em uma parede externa. O amor à primeira vista pela sua obra se confirmou quando o encontrei pessoalmente, há pouco tempo.

Almofada by Gee Vieira
Almofada linda by Gee Vieira

Bem, agora fui visitar a nova Casa Rima que, para minha surpresa, não é tão nova: desde janeiro já está na Travessa Azevedo, 98, no bairro Floresta. Mais um momento delay meu. Estive lá na manhã da sexta-feira, dia em que Mari Pessini atrai os famintos por bolo com café ou pão de queijo, sanduíche. Revi a criação de Patrick e tive outra”revelação”: praticamente me joguei sobre uma almofada de tecido, claro, estampado. É Gee Vieira, de Santa Catarina, que está entre nós. Ele mantém o Estúdio Gravata, junto com Leni Coelho. Sua criação é um convite a um mergulho com um fundo azul-Gee que amei.

detalhe de estampa

Espero que você seja mais ágil do que eu e vá até lá. Pode ser direto de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h porque nesse dia a Mari almoça.

Mesa pronta para o café de sexta-feira
Mesa pronta para o café de sexta-feira
Casa Rima
A foto não corresponde à realidade, feita de celular, mas já dá uma ideia do espaço
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