Apartamento dos anos 1960 atualizado por Tuanny Balen mantém detalhes originais do imóvel em contraponto com peças contemporâneas de design
O que estava em questão era o desejo de um jovem casal com um filho, apreciadores de design e arte, de revitalizar o apartamento da década de 1960 no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Essa bem-vinda combinação de interesses resultou em um projeto com identidade que passeia pelo design bem acompanhado pela arte. Nas mãos de Tuanny Balen, foi como se cada móvel e objeto assumisse o seu lugar, dentro das premissas expostas pelos proprietários:
– Queriam espaços de convívio integrados, ambientes que expressassem suas personalidades e que os acolhessem ao chegar em casa com muito alto astral. A área era grande, porém bastante fragmentada. E os revestimentos, antigos e danificados. As soluções foram: realizar um profundo estudo de materiais e cores que, combinados, teriam um resultado alegre sem ser agressivo ao unificar as áreas do apartamento, de forma a viabilizar espaços amplos, luminosos e reservar pontos no layout para que as obras de arte e peças de design, com a visibilidade necessária para serem contempladas – explica a arquiteta.
Tuanny conta que o mobiliário geral é desenhado pelo Studio TWB arquitetura seguindo as premissas do design brasileiro, com acabamentos em lâmina de madeira natural e laca. Mas também na composição do espaço há muitas peças assinadas por renomados designers que vale a pena listar:
– As poltronas Daff, as mesinhas laterais Phillips, Asti e Jardim, a mesa de jantar Dinn, as cadeiras Dinna, o carrinho Teca Chá, o vaso e luminária Mush do designer Jader Almeida; a mesinha em acrílico de Wagner Archela; a mesa de centro, os vasos decorativos e bandejas em vidro de Jacqueline Terpins; e os vasos decorativos de Bernardo Krasniansky.
As obras de arte mantêm o nível, assinadas por artistas como Teresa Poester (E) e Britto Velho (foto mais abaixo). Elas pontuam recantos especiais.
– Porém, nem só de brasilidade é feito este apartamento, também estão presentes muitas pitadas gringas, como os pendentes nórdicos Raymond no jantar, que foram valorizados pelo espelho horizontal aplicado na altura dos mesmos, a luminária de piso italiana Fontana Arte, os tecidos Missoni que compõem as almofadas e peças de decoração com origens variadas. Tudo foi importado para os clientes, buscando um resultado final exclusivo – ressalta a arquiteta.
Entre o que valia preservar da identidade original está o piso de tacos de parquê, lembra a profissional, que o considera “um charme à parte, pois foi descoberto durante o processo de reforma e revitalizado, preservando assim essa característica do imóvel”.
Tuanny avalia que, embora o estar social esteja todo integrado no projeto, valorizando o convívio entre os moradores, a área zen – com uma estante de temperos, flores e vegetação natural com um futon para relaxar – pode ou não fazer parte do espaço, através da cortina wave em linho, posicionada de forma estratégica.
– Tudo foi escolhido com muito critério, desde as cores vivas e clássicas, às texturas dos diferentes materiais, buscando a harmonia do espaço, essencial para um projeto de qualidade – conclui a autora do projeto de interiores.
Todos totalmente de acordo, certo?