Sala Cor de Rosa e Carvão: da ficção à realidade do espaço de Juliana Pippi

Crédito Mariana Boro: Arquiteta Juliana Pippi e o ator, diretor e dramaturgo Renato Turnes ​contam a história da Sala Cor de Rosa e Carvão​ por meio de cartas destinadas a jornalistas e formadores de opinião.
Arquiteta Juliana Pippi e o dramaturgo Renato Turnes ​contam a história da Sala Cor de Rosa e Carvão​ por meio de cartas destinadas a jornalistas e formadores de opinião (foto Mariana Boro)

A Casa Cor SC – Edição Florianópolis abre ao público dia 10 de setembro e se estende até 22 de outubro, quando os visitantes conhecerão a vida de uma personagem fictícia que vive seu tempo e memórias na Sala Cor de Rosa e Carvão (nome inspirado no álbum da cantora Marisa Monte). Cartas criadas pelo dramaturgo Renato Turnes são o meio de comunicação escolhido pela talentosa arquiteta Juliana Pippi para conectar os visitantes com o ambiente criado com base no universo feminino, considerando artes, design e música no casarão do antigo ​Asylo de Orphans São Vicente de Paulo da IDES (Irmandade do Divino Espírito Santo).

– Trabalhamos a questão da memória e por meio dela a personagem, a mulher que habita esse ambiente. Daí construímos uma dramaturgia baseada nas cartas, pois essa mulher escreve para um interlocutor misteriosa(o) – não justificamos o gênero, nem o tipo de relação. A partir deste mistério instaurado desenvolvemos uma história apoiada em lembranças divididas entre ambas as pessoas, que se comunicam, tendo a casa como lugar comum, cheia de sensações, emoções. Isso tudo cria uma teia de conexões simbólicas que sustentam a narrativa – explica o ator, diretor e dramaturgo que assina a autoria dos textos.

Os estímulos de criação para o dramaturgo vão desde a casa que abriga a mostra, imóvel histórico que remete à ideia do passado, das lembranças, o próprio nome do ambiente, inspirado no álbum da cantora Marisa Monte, a paleta de cores utilizada pela arquiteta, assim como os objetos, mobiliário e obras de arte que compõem a cena.

– Conversamos sobre quem é essa mulher, a idade, profissão. Porém, essas informações não ficam claras nas cartas,  servem apenas como contexto, onde ela se movimenta – diz Renato.

E o destino das cartas? Essas cartas serão enviadas a jornalistas, formadores de opinião e fornecedores durante a mostra, em ação que será realizada em dois momentos. Juliana Pippi vai além da criação de um espaço com arquitetura e design e parte para a experiência de envolver em paralelo o universo ficcional na sua criação.

– ​As correspondências discorrem sobre essa mulher, contam seus causos, recordações e descrevem a essência do ambiente. Esse grupo, composto por 100 nomes, será convidado a viver uma experiência especial na Sala Cor de Rosa e Carvão – conta Juliana sobre os textos que também serão publicados, posteriormente, no site ​oficial do ambiente.

E recebi!

Carta enviada pela arquiteta Juliana Pippi recebida hoje, dia 6 de setembro
Carta enviada pela arquiteta Juliana Pippi recebida hoje, dia 6 de setembro

Este ambiente ainda vai gerar muito assunto a partir do próximo final de semana quando ocorrem previews para imprensa e convidados, antes da abertura ao público, na terça que vem.

​Assista ao teaser com o lançamento do nome do ambiente:

https://vimeo.com/231892650

SERVIÇO

O que: Casa Cor Santa Catarina 2017 – Edição Florianópolis

Quando: 10 de setembro a 22 de outubro, de terças a sextas, das 15h às 21h e aos sábados, das 13h às 21h. Domingos, das 13h às 19h

Onde: Praça Getúlio Vargas, 194 – Centro – Antigo casarão do Asylo de Orphans São Vicente de Paulo da IDES (Irmandade do Divino Espírito Santo)

Quanto: R$ 40. Meia entrada, R$ 20 e passaporte, R$ 100

Escrito por
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