Arquitetura Biomimética: a natureza em foco em evento da AAI Digital

Prédio de arquitetura contemporânea em meio à natureza
A natureza como mentora do projeto (Divulgação)

A Arquitetura Biomimética, conectada às questões da natureza, é o tema do próximo evento da AAI Digital, a revista eletrônica da Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil (AAI Brasil/RS), no dia 29 de outubro. Quem abordará o tema será o arquiteto e urbanista Sergio Coelho, titular do escritório paulista GCP Arquitetura & Urbanismo. A Manjabosco Decor, em Porto Alegre, abre as portas para os interessados no tema, das 9h às 11h, com o patrocínio do CAU/RS. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail secretaria@aaibrasilrs.com.br.

Fundado em 1997 por Sergio Coelho, o escritório tem como sócia a bióloga e especialista em Biomimética Alessandra Araujo, que orienta os arquitetos e urbanistas para o desenvolvimento de projetos alinhados às soluções e inovações da natureza. “A biomimética traduz como os organismos desempenham suas funções para sobreviver e reproduzir, nos mais diversos lugares com as mais variadas condições, para solucionar desafios cada vez mais complexos em nosso dia a ­dia”, explica Sergio. Por meio desta metodologia, a natureza passa a ser a mentora de uma criação ou solução.

Um exemplo de aplicação da metodologia é o projeto do Votu Hotel, desenvolvido pela GCP Arquitetura & Urbanismo. O empreendimento está localizado na Praia dos Algodões, na Península de Maraú, na Bahia, região rica em biodiversidade devido aos sistemas ambientais que inclui mar, bancada de coral, Mata Atlântica, lagoas naturais e manguezal. A região apresenta altas temperaturas, bom índice pluviométrico e salinidade. Considerando a qualidade deste lugar, seus desafios e fragilidade, a equipe buscou as soluções de conforto térmico e eficiência energética aplicando a biomimética.

As soluções com biomimética nortearam o partido arquitetônico para as suítes, fechamentos de todos os prédios e coberturas eficientes. Para garantia do conforto térmico, a inspiração veio da forma como o cão-da-pradaria, roedor da família dos esquilos, constrói as suas tocas: enterradas no solo, com entradas e saídas de ar. Assim, foi viabilizada ventilação natural e constante. Para o fechamento das construções, a referência foi a capacidade de auto-sombreamento de alguns cactos. No prédio principal, a cobertura da cozinha foi planejada como uma laje-jardim, atuando como um grande trocador de calor sob a inspiração dos bicos dos tucanos.

Serviço

Palestra Arquitetura Biomimética – Sergio Coelho, da GCP Arquitetura & Urbanismo (SP)

Data: 29 de outubro

Horário: 9h às 11h

Local: Manjabosco Decor – Rua Casemiro de Abreu, 505 – Rio Branco, Porto Alegre/RS

Inscrições: gratuitas e limitadas, devem ser feitas pelo www.sympla.com.br/aaibrasilrs

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